Olá! Seja bem-vindo à página do Silêncio Interno, sexto livro de poesias do Hiago.
Introdução do livro:
Conversa de Eu Para Mim.
Eu: --- Sei que é complicado pra você ficar se explicando, mas... poderia dar um simples motivo para o título desta reunião de 'poesias' e não já mais de 'Prosas Que Versam'?... decidiu mesmo fazer poesias?
Mim: --- Sei... me explicar tem sido difícil nestes últimos tempos... mas a explicação da minha pessoa pelos livros fica mais fácil, e talvez seja por isso que eu sou um literático. Já, quanto ao título, é preciso que se observe a introdução dos 5 livros de Prosas Que Versam... e as vezes rimam, pois existe sim uma diferença entre a prosa que versa e a poesia, e um fator principal é o lirismo, a intimidade com que eu trato nas minhas prosas versantes... e que na poesia não venho tão assim, tornando a poesia 'algo sobre' algumas coisas que podem... e que não podem ser só minha visão e meus sentimentos sobre o mundo --- além é claro, desta poesia carregar mais os jogos de linguagem, ter muitas marcas do sublime, que é um alcance subjetivo, e não mais objetivo, servido ao leitor se ele compreender... sabe? Como toda a poesia... pois no Prosas Que Versam, você lia e entendia de cara... aqui, terá de compreender para só depois entender.
Eu: --- Certo... vejo também que na introdução do 115 Prosas Que Versam, você disse ter chegado no fim de um caminho... pode-se dizer que você criou um estilo, uma postura... ou uma característica própria para os versos, e que sempre esteve à procura disso?
Mim: --- Sim... olha, isso foi muito simples, pois, para ter meu estilo reforçado ao máximo, a ponto de ser só eu e só... tive somente que me conhecer, que re-ler todas as poesias que tinha escrito, e me analisar, assim como um teórico das letras faz... para assim poder 'me dizer algo', e de uma forma que me tira para fora dos 'ismos'... isso não foi difícil não.
Eu: --- Sério? Pode me dizer uma só das conclusões tiradas sobre o seu versar?
Mim: --- Imagine um espírito... sabe? Assim como aqueles dos filmes, em que o tal espectro ectoplasmático entra no corpo dos outros e apronta isso e aquilo... pois é, minha poesia é mais ou menos assim. É como se eu entrasse nos assuntos, nas pessoas, nas situações... nos sentimentos, e daí fizesse-me, de acordo com o que me possibilita fazer. Sempre falando de alguém e para alguém... usando o que é meu, falando de mim para eu... mas sempre de uma forma impessoal que, não é para mim, é da poesia para o leitor.
Eu: --- E... o título... por que: Silêncio Interno?
Mim: --- Passei por um momento (estamos no fim do livro)... em que eu não tinha nada o que dizer, apenas o que sentir... sabe? Parecia que nada me pedia para ir para as letras... e sim que eu somente visse. Eu vi. E quando passou, sentei-me a versar, como se tivesse visto um filme, e ao fim, dele tivesse feito um resumo... ou melhor: uma anotação das impressões deste tal filme.
Eu: --- Mas... por que somente 51 poesias? Se, logo na introdução do 111 Prosas Que Versam, você disse que lhe disseram que um livro poético tinha de ter mais de 100?
Mim: --- Pois é... mas era um sentimento... era o Silêncio Interno... sim, imagine que você chora e escreve do que sente enquanto chora... e depois de meia-hora acaba o choro... não há mais o que chorar, não há também mais o que escrever, e se você continua... não será mais uma anotação sobre um sentimento, e sim só mais um livro... então, que durasse 51 ou 510... o meu Silêncio Interno durou até onde eu escrevi.
Eu: --- E depois?
Mim: --- Depois...? Sim... estamos no fim deste livro... agora tenho 'contas a acertar' com algumas pessoas que nunca acreditaram nas letras que eu escrevia... tenho também uma poesia chamada: O Andarilho, onde faço uma ponte entre um Eu que eu venho tentando esconder... mas que sempre quer ter voz. Este poema já passou das 1000 estrofes, mas só será mostrado quando eu morrer... pois só quero ser imortal quando já morto.
Eu: --- Muito obrigado por responder-me... tenho só mais uma pergunta: Por acaso sabe onde chegarão suas letras?
Mim: --- Sei... da primeira à última, minhas letras chegarão a mim... como se o corpo fosse apodrecendo, e cada poesia tomasse seu lugar, guardando minha alma até quando... até quando estas letras forem lidas, sendo que cada uma, cada poesia acrescenta um membro a mais... no meu corpo, sendo o instrumento da minha alma... para sempre, caminhando pela eterna humanidade."
Silêncio Interno
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Traduções: Silêncio Interno.
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